Pesquisa com 1.452 usuários brasileiros da plataforma aponta que 34% relatam distanciamento emocional associado a divergências políticas; para 20%, os desentendimentos tiveram algum peso na busca por companhia fora da relação
As eleições de 2026 terminaram, mas o assunto pode continuar sensível dentro de casa. Em uma pesquisa da Sasha7 sobre o recente pleito brasileiro, 28% dos usuários entrevistados afirmaram esconder do companheiro suas preferências políticas ou escolhas de voto. Outros 41% disseram evitar discussões políticas com o parceiro para prevenir brigas.
O levantamento ouviu 1.452 usuários brasileiros da Sasha7, plataforma internacional para relacionamentos discretos, e investigou como as diferenças políticas foram vivenciadas nos relacionamentos no contexto eleitoral. As respostas mostram situações que vão do silêncio para evitar conflitos ao distanciamento emocional e à procura por alguém com quem conversar mais livremente.
O resultado se refere a um público específico: usuários da plataforma. Não representa o conjunto dos brasileiros, dos eleitores ou dos casais do país.

Quando o desacordo chega à intimidade
Entre os entrevistados, 34% disseram que as divergências políticas contribuíram para o distanciamento emocional no relacionamento. O dado traz para o debate pós-eleitoral uma dimensão que ultrapassa a escolha de candidatos: a dificuldade de manter a proximidade quando o casal discorda.
Evitar uma conversa sobre política, por si só, não significa que uma relação esteja em crise. Pode ser uma escolha compartilhada para preservar a convivência. No levantamento, porém, parte dos usuários relatou também um afastamento emocional associado às divergências.
As duas situações merecem ser distinguidas. Uma coisa é decidir não prolongar uma discussão; outra é sentir que determinados pensamentos já não encontram espaço na relação.
Mais abertura para conversar com outra pessoa
O maior percentual entre os resultados apresentados diz respeito à liberdade para se expressar: 42% afirmaram se sentir mais confortáveis para compartilhar suas opiniões políticas com outra pessoa que não fosse o parceiro principal.
Isso não significa, necessariamente, que essa conversa tenha ocorrido com um interesse amoroso. A resposta pode envolver outras pessoas com quem o entrevistado se sente à vontade. Ainda assim, o resultado chama atenção para o espaço ocupado pelo diálogo político na intimidade do casal.
No contexto das eleições, a pergunta que emerge do levantamento vai além de saber se os parceiros votaram no mesmo candidato: eles se sentiram confortáveis para discordar?
Para 20%, conflitos políticos tiveram algum peso na busca por companhia fora da relação
Um em cada cinco usuários entrevistados afirmou que os desentendimentos políticos desempenharam algum papel na decisão de buscar companhia fora do casamento ou namoro.
A formulação é importante: os participantes apontaram a política como um dos elementos envolvidos nessa decisão. O levantamento não demonstra que as eleições causaram infidelidade, nem que as divergências foram o motivo único ou principal para buscar um envolvimento externo.
Por ouvir usuários de uma plataforma voltada a relacionamentos discretos, a pesquisa oferece um recorte de como esse público interpreta a relação entre conflito político, proximidade emocional e busca por companhia.
Os principais resultados
Na pesquisa com 1.452 usuários brasileiros da Sasha7 sobre as recentes eleições no Brasil:
- 41% relataram evitar discussões políticas com o parceiro para prevenir brigas.
- 28% afirmaram esconder suas preferências políticas ou escolhas de voto do companheiro.
- 34% disseram que as divergências políticas contribuíram para o distanciamento emocional no relacionamento.
- 42% afirmaram se sentir mais confortáveis para expressar suas opiniões políticas com outra pessoa que não fosse o parceiro principal.
- 20% disseram que os desentendimentos políticos desempenharam algum papel na decisão de buscar companhia fora do casamento ou namoro.
O voto é individual; o diálogo faz parte da relação
Manter o voto em segredo não equivale a enganar o parceiro e não deve ser confundido com infidelidade. Compartilhar a vida com alguém não exige revelar a escolha eleitoral nem concordar politicamente.
O interesse dos resultados está no que os próprios participantes relataram sobre a convivência: evitar brigas, esconder preferências, perceber distanciamento ou encontrar maior liberdade de expressão fora da relação principal.
No debate após as eleições de 2026, a pesquisa da Sasha7 coloca em pauta uma pergunta que permanece depois da apuração: como conviver com as diferenças políticas quando elas estão dentro do próprio relacionamento?
Sobre a pesquisa
Levantamento da Sasha7 com 1.452 usuários brasileiros da plataforma sobre política e relacionamentos no contexto das eleições brasileiras de 2026. Os percentuais refletem relatos dos participantes e não devem ser extrapolados para a população brasileira. Os resultados não estabelecem uma relação de causa e efeito entre divergência política e infidelidade.
Sobre a Sasha7
A Sasha7 é uma plataforma internacional para relacionamentos discretos.